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terça-feira, 28 de julho de 2009

PRA COMER DEPOIS (ADELIA PRADO)

Na minha cidade, nos domingos de tarde,
as pessoas se põem na sombra com faca e laranjas.
Tomam a fresca e riem do rapaz de bicicleta,
A campainha desatada, o aro enfeitado de laranjas:
'Eh bobagem!'
Daqui a muito progresso tecno-ilógico,
quando for impossível detectar o domingo
pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas,
em meu país de memória e sentimento,
basta fechar os olhos:
é domingo, é domingo, é domingo.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

ACÁCIAS =]

Minha alma quer ver a Deus.
Eu não quero morrer.
Quero amar sem limites
E perdoar a ponto de esquecer-me
Radical, quer dizer pela raiz
O perdão radical gera alegria
Exorciza doenças, mata o medo
Dá poder sobre feras e demônios
Falo. E falo é também membro viril,
Todo léxico é pobre,
Idiomas são pecados;
Poemas, culpas antecipadamente perdoadas
Eis, esta acácia florida gera angústia
Para livrar-me, empenho-me
Em esgotar-lhe a beleza
Beleza importuna,
Magnífica insuficiência,
Porque ainda convoca
O poema perfeito.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Minhas proprias escolhas

Ao assistir ao Billy Eliot,refleti e descobri como eu,Thatieles algumas vezes não tive o direito de escolher o que queria,não tive direito de dizer que o que eu decidi e fiz foi realmente o que queria fazer ou dizer.
Como Billy Eliot que lutava boxe e descobriu no bale a sua verdadeira vocação mas continuou no boxe para satisfazer seu pai.Como Billy também já fiz opções que eram minha mãe que se enxergava no meu lugar e me dizia:
-Que ela não teve a oportunidade e eu tinha e deveria aproveitar ao Maximo.
E exemplo disso foi a minha entrada no CEFET que era ela que queria muito que eu estivese aqui e talvez eu não me enxergava tanto quanto ela.
E descobri?Que o filme e altamente poético,não foi uma tarefa muito fácil pois,a poesia em mim e um campo pouco conhecido.Mas percebi que em cada gesto,palavra e principalmente quando Billy mostrava que o bale era para ele como a água e pra nos essencial era a poesia ali.
Eu nunca experimentei algo que como Billy o deixou disposto para enfrentar seu pai e dizer que o que queria era o bale e eu queria sentir o que Billy senti e dizer aos meus pais:
-Que eu quero ser psicóloga e não medica.
Que eu quero um dia ser livre experimentar e ser experimentada e ate mesmo me arrepender.Ah como eu queria.
E o filme me quebrou preconceitos e tudo aquilo que nossa sociedade nos empoe:

Meninos Meninas
Carrinho Casinha
Futebol Bonecas

Homens Mulheres
Trabalho pesado Donas de casa
Política Moda

E são esses preconceitos que nos construímos hoje.E ao ver o Billy Eliort dançar bale foi ai que consegue sentir a poesia e não enxergar como eu pensava que veria,mas senti um pouco de poesia e senti a musicalidade que a poesia me proporcionou.Senti poesia com poesia.

E POIS CORONISTA SOU .

Se souberas falar também falarás


também satirizaras, se souberas,

e se foras poeta, poetaras.


Cansado de vos pregar
cultíssimas profecias,

quero das culteranias

hoje o hábito enforcar:

de que serve arrebentar,

por quem de mim não tem mágoa?

Verdades direi como água,

porque todos entendais

os ladinos, e os boçais

a Musa praguejadora.

Entendeis-me agora?


Permiti, minha formosa,
que esta prosa envolta em verso

de um Poeta tão perverso

se consagre a vosso pé,

pois rendido à vossa fé

sou já Poeta converso



Mas amo por amar, que é liberdade.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

rua rua rua sol
rua rua sol rua
rua sol rua rua
sol rua rua rua
rua rua rua

Ronaldo Azeredo

O lobo e a garça

Um Lobo, tendo se engasgado com um pedaço de osso, contratou uma Garça por uma grande soma em dinheiro, para ela colocar a cabeça dentro da sua garganta e de lá retirar o osso.

Quando a Garça retirou o osso e pediu o pagamento que tinham combinado, o Lobo, rangendo os dentes, exclamou:

- Ora, Ora! Você já foi recompensada. Ao ser permitido que sua cabeça saisse a salvo de dentro da boca e mandíbulas de um Lobo você foi paga.
Autor: Esopo

Moral da História:

Ao servir a alguém de má índole, não espere recompensas, ao contrário, agradeça se ele lhe virar as costas e for embora.

O leão apaixonado

Um Leão pediu a filha de um lenhador em casamento. O Pai, contrariado mas receoso, aproveitou a ocasião para livrar-se desse problema.

Ele disse que consentia em tê-lo como noivo, mas, com uma condição; Este deveria deixar-lhe arancar suas unhas e dentes pois sua filha temia a ambos.

Contente o Leão concordou. Depois disso, ao repetir seu pedido, o lenhador que não mais o temia, pegou um cajado e enxotou-o da casa para a floresta.

Autor: Esopo
Moral da História:
Para resolvermos um problema, devemos primeiro conhece-lo e só depois enfrentá-lo.